Lei dos Resíduos Sólidos passa na Câmara e empresários comemoram

Fonte: www.cdn.com.br

O projeto de lei que cria o marco regulatório sobre os resíduos sólidos no País foi aprovado pela Câmara dos Deputados, em Brasília, e agora segue para o Senado. Empresários comemoraram e destacaram a importância do projeto. “Foi um momento histórico. O esforço do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais – e do SOS Mata Atlântica terá um reflexo gigantesco de inclusão social. Ganha a sociedade, o meio ambiente e o Brasil”, afirma o presidente da Tetra Pak, Paulo Nigro. “Era a vontade de 43% do PIB privado de nosso País”, completa ele. A votação foi acompanhada por Roberto Klabin, presidente do LIDE Sustentabilidade e da Klabin S.A.

Nota nossa: Essa lei sempre combatida por muitos porque implicará responsabilidade ao setor produtivo sobre as embalagens e outros produtos que são jogados no lixo, por exemplo: Garrafas PET, embalagens de de Shampoo, caixas de leite e etc.

A ARQUITETURA, O URBANISMO, O DESIGN E O TURISMO

Artigo indicado pela arquiteta: Nida Chalegre

A ARQUITETURA COMO MOLA PROPULSORA DAS DESTINAÇÕES

O que seria de Bilbao sem o Guggenheim??? , o que seria de Cairo sem as pirâmides??? O que seria de Paris sem a torre Eifel????? O que seria de Dubai sem os seus prédios e o seu moderno complexo urbanístico?????

O que seria do turismo sem a arquitetura???

O turismo é a única atividade econômica em que o consumidor se desloca até o produto.  Muitas vezes a arquitetura é o ponto focal, o objetivo principal do deslocamento desse consumidor. Do ponto de vista econômico é indiscutível que significa um fator propulsor do desenvolvimento e geração de empregos de uma determinada região. Isso é positivo.

Entretanto, ao analisarmos a questão pelo viés do turismo sustentável, verificamos que esse turismo estimulado pelas experiências afetivas e estéticas da visitação a patrimônios históricos e/ou marcos arquitetônicos, pode impactar negativamente as cidades se essas não se prepararem com um planejamento urbanístico adequado.

As pesquisas sobre o impacto ambiental dos produtos EIPRO (Environmental Impact of Products) realizadas por diversos pesquisadores, concluiram  que, na Europa, as 3 áreas que causam os maiores impactos ambientais são alimentação, moradia e mobilidade.

O turismo está baseado no deslocamento das pessoas aos sítios que visitam, logo é uma atividade geradora de mobilidade com grande capacidade de se tornar impactante.

Para que esse turismo se torne sustentável, isto é, continue a oferecer a mesma ou até uma melhor qualidade aos futuros visitantes, continue a gerar empregos e desenvolvimento às regiões, primeiramente deve-se buscar avaliar a verdadeira capacidade de carga do destino. Qual o fluxo máximo de pessoas, por um período de tempo, que suporta a visitação a essa arquitetura ou a esse sítio histórico?

Qual a sua conseqüência? Como controlar esse fluxo para um movimento sustentável de pessoas?

Como exemplo podemos citar o aumento da poluição causada pela circulação de veículos automotores em centros históricos, o que pode diminuir a vida útil dessas casas que estão lá há séculos, seja pelas emissões de gases poluidores, seja pela trepidação que, gradativamente, pode vir a abalar as estruturas dos prédios.

Portanto, a forma e a estrutura urbana têm um papel fundamental na melhora da qualidade ambiental e o desenho urbano pode melhorar a qualidade ambiental das cidades com foco na sustentabilidade do “arquiturismo”.

A integração de espaços públicos pode resultar em um espaço urbano permeável e acessível aos pedestres e portadores de deficiência física, reduzindo a demanda por veículos motorizados. Criar circuitos integrados com uma eficiente e segura rede de transporte público pode transformar o caminhar em uma atividade extremamente prazerosa para o turista o que ainda lhe permite apreciar com detalhes a arquitetura que foi buscar.

A sustentabillidade do turismo depende da criação e manutenção de espaços urbanos de qualidade que observem também as questões inerentes à preservação ambiental. Isso envolve vários atores nos processos de decisão: empreendedores, governo e população que, de uma forma interativa poderão minimizar os impactos negativos que a indústria do turismo pode vir a causar nos recursos urbanos das destinações, melhorando a qualidade do meio ambiente natural das cidades.

Essa interação nas decisões, esse envolvimento coletivo é o aspecto positivo que o turismo pode trazer para a região. Nesse caso ele se transforma na mola propulsora do desenvolvimento urbanístico e consequentemente da conservação também da arquitetura histórica local.

O DESIGN DE INTERIORES, SUA IMPORTÂNCIA PARA O TURISMO E O COMPROMISSO COM A SUSTENTABILIDADE

Em um outro aspecto, o Design dos Interiores assume uma responsabilidade solidária.  Além de poder contribuir para a preservação da identidade cultural de uma determinada cidade ou região, através da introdução do artesanato, da utilização de materiais e até mão de obra local, o design dos interiores destinados ao uso coletivo dos turistas deve estar atento aos novos conceitos de sustentabilidade.

Nada acrescenta ao turismo de uma determinada região se o turista entrar em um hotel que por sua aparência pode estar em qualquer lugar do mundo, que não remeta ao contexto, às características e à história do destino da viagem. O diferencial está em vivenciar o lugar onde se está hospedado, e é o design que vai proporcionar esse clima, desde a escolha do mobiliário, as cores, os materiais, a iluminação e todos os elementos que vão proporcionar conforto funcional e estético.

Mas e a sustentabilidade?

Trabalhar em prol da sustentabilidade implica trabalhar com prudência ecológica, possibilitar a inclusão social e propiciar desenvolvimento econômico sustentado no tempo. No campo da gestão empresarial, essa tríade tem sido tratada como “triple botton line”, expressão que identifica as três dimensões da sustentabilidade: a ambiental, a social e a econômica.

Na construção existe o conceito do ”Green Building”, cujo significado é intensificar no projeto a eficiência dos recursos utilizados, seja de energia, água e materiais, e ainda reduzir impactos na saúde humana e no ambiente. No Design, a essa mesma intenção podemos dão o nome de “Green Design”.

Ainda podemos acrescentar à tríade, dois fatores que hoje devem ser observado no “Green Design” que é a individualização e a emocionalização que uma vez aliadas à sustentabilidade podem fazer toda a diferença na oferta de um serviço voltado aos interesses de um consumidor mais exigente e atento aos novos tempos e aos novos conceitos.

MEDIDAS QUE PODEM SER APLICADAS EM HOTÉIS RURAIS DE PEQUENO PORTE

1. utilização de madeiras de reflorestamento para móveis, pisos e construção.

2. Energias Limpas – utilizar fontes renováveis de energia, como a energia eólica, solar fotovoltaica (geração de energia elétrica a partir de luz solar) e o aquecimento de água com coletores solares. Essas iniciativas, juntamente com um esforço permanente de uso racional de energia, minimizam a demanda de energia elétrica convencional. Cada placa solar aquece 1000 litros de água, e há ainda a complementação por aquecimento de boiler elétrico que pode ter capacidade de 100 litros de água quente cada. Cada gerador elétrico solar permite que sejam acesas sete lâmpadas por um período de 24 horas.

3. Fossas ecológicas – Sistemas individualizados de fossa-filtro podem ser utilizados para o tratamento dos esgotos. Em associação às fossas ecológicas, pode ser implantado o uso de papel higiênico biodegradável.

4. Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos – Um programa de gerenciamento de resíduos garante o tratamento e a destinação ambientalmente adequados dos resíduos do hotel. Por meio deste programa se faz a triagem e destinação compatível para os resíduos recicláveis e a compostagem dos resíduos orgânicos, reutilizada como adubo no viveiro e na horta, reduzindo assim a necessidade de utilização do serviço público de coleta e destinação do lixo. 70% do material orgânico pode ser destinado à compostagem, à exceção de limão e abacaxi, que levam à excessiva acidez do solo. As latinhas de alumínio podem ser levadas para reciclagem bem como os resíduos de papel que contém tinta. As sobras de papéis sem tinta são também destinados à compostagem.

5. Compras verdes – Os produtos de limpeza utilizados devem ser  biodegradáveis, não tóxicos, assim como as sacolas de lixo. As tintas, à base de água.

6. Horta orgânica e menu adaptado – Algumas hortaliças e legumes a serem consumidos, como alface, tomate e rúcula, podem ser plantados de forma orgânica no próprio hotel. O menu é adaptado aos produtos da horta e também pode se adequar à oferta de frutas locais, peixes nativos e suas respectivas épocas.

7. Tratamento da água da piscina – A água da piscina não necessita cloro; o tratamento pode ser feito por de um sistema de filtragem própria através de ionização da água.

8. Paisagismo - minimizar potenciais interferências nos ecossistemas e na paisagem local. Utilizar plantas da flora local, essencialmente espécies nativas, reduzindo impactos sobre a paisagem natural da região e sobre os ecossistemas naturais com a introdução de espécies exóticas.

9. Integração com o entorno procurar integrar  social e economicanente o hotel com a comunidade local por meio da oferta da mão-de-obra, capacitação, assim como ações comunitárias de desenvolvimento regional.

A aplicação de tais medidas encontra respaldo em hotéis com número restrito de hóspedes, já que um hotel de grande porte essas práticas talvez não sejam viáveis.

O próprio fato de se tratar de um hotel implica maiores dificuldades em seguir o plano da sustentabilidade. Há maior facilidade em aplicar ações sustentáveis na moda e no design, por exemplo, pensando em utilizar materiais ecologicamente corretos e procurando associar-se a uma comunidade local. É bem mais dispendioso estruturar todo um hotel para se adequar ao tripé da sustentabilidade, preocupando-se com os todos os detalhes de estrutura arquitetônica, dos interiores, do paisagismo, dos recursos de manutenção e integração com o entorno e ainda prestar um serviço diferenciado privilegiando a individualização (serviço personalizado) e a emoção.

É o desafio do futuro.

Principais tendências para o consumo consciente no Brasil

Por Cristina Tavelin, para a revista Idéia Socioambiental

Dossiê inédito traz evolução histórica, análise e principais tendências para o consumo consciente no Brasil.

Não há dúvidas, entre especialistas, de que o consumo consciente é crucial para o avanço do conceito da sustentabilidade. E nesta segunda (08/03), teve início mais um capítulo da discussão do tema no Brasil com o lançamento do dossiê inédito Tendências Para o Consciente. O documento produzido por Ideia Sustentável, Unomarketing e Mob Consult, traz o mapeamento e análise  dos achados inéditos do Monitor de Responsabilidade Social Corporativa (MRSC) 2010, da Market Analisys, e foi apresentado em evento realizado no Centro de Convenções Rebouças. “Acredito que a pesquisa MRSC é a mais séria e completa sobre o assunto realizada até hoje”, ressalta Ricardo Voltolini, diretor da consutoria Ideia Sustentável.

A discussão teve início com Luiz Bouabci, da Mob Consult, falando sobre os desafios da produção do dossiê e fazendo uma análise das raízes históricas da sociedade de consumo. A instituição do valor da moeda na sociedade, a revolução industrial e os avanços científicos que a transformaram foram temas debatidos na exposição de Bouabci. Por gerações, a ideia do egoísmo coletivo foi entendida como fator crucial para o desenvolvimento da economia e, atualmente, o consumo representa uma ferramenta para elevar a auto-estima dos indivíduos. Desse modo, a realização pessoal passa pela aquisição de bens. “Do ponto de vista do consumidor, um olhar histórico torna possível a identificação e análise da formação dos modelos de consumo e da evolução pela qual passaram. Possibilita enxergar caminhos para o futuro”, ressaltou Bouabci.

E na medida que a sociedade de consumo parece perder o sentido, uma consciência maior em relação aos limites do planeta tem sido desenvolvida. Ferramentas de “desmanipulação” como o Good Guide (confira artigo de Ricardo Voltolini) e redes virtuais estimulam indivíduos a saírem do lugar comum e refletirem sobre o modo como consumimos.

“Devemos envolver cada vez mais pessoas em torno desse tema, pois essas informações são muito importantes para o nosso dia a dia e o consumo consciente é de grande relevância para todas as áreas. Quanto mais conscientes nos tornamos, menos consumistas seremos”, avalia Regina Miranda, fundadora do portal Agenda Sustentável.

Na sequência do evento, Fabián Echegaray, da Market Analysis, revelou os principais dados e conclusões do Monitor de Responsabilidade Social 2010, mostrando a realidade do consumo consciente no Brasil atualmente. De acordo com o estudo, 21% dos brasileiros estão informados sobre as condutas socioambientais de empresas e 9% se preocupam com o comportamento sustentável dos fabricantes. Porém, segundo uma das conclusões do MRSC, intenções nem sempre predizem ações. Os consumidores podem manifestar a intenção de consumir de forma mais consciente em pesquisas, mas muitas vezes essa verbalização não condiz com atitudes reais.

Segundo Echegaray, o consumo consciente passa por cinco fases iniciais – deslumbramento em relação ao assunto, cobertura midiática intensiva, avaliação de prós e contras, conscientização gradual dos custos e consequências pessoais e consolidação de opiniões – para, então, seguir ciclos de altos e baixos. O Brasil está na segunda fase. “A mobilização ainda vai passar muito educação e pela criação de oportunidades para o consumidor fazer escolhas mais responsáveis e informadas”, avalia o diretor da Market Analysis.

Para concluir o evento, Ricardo Voltolini traçou um panorama das principais tendências do tema no Brasil com base nos dados do Monitor de Sustentabilidade 2010. Em relação ao consumo consciente, 15% dos consumidores estão recompensando empresas; 10% pensaram, mas não praticaram; 8% já retaliaram as companhias; e 7% já premiaram e puniram empresas com base em sua conduta socioambiental. Porém, o índice desinformação continua muito alto: oito em cada dez indivíduos não compreendem o conceito e as informações confusas e complexas dos rótulos contribuem para esse cenário de desinformação. “Quase todas as pesquisas dizem que o brasileiro não lê os rótulos dos produtos. Mas do jeito que a informação é exposta hoje em dia, seria necessário um PHd em química para nos dizer o que significam aquelas substâncias, como também não se sabe com clareza o que é um produto verde”, avalia o consultor.

Para Voltolini, pode-se analisar esse cenário com um olhar de oportunidade ou um olhar de risco. O alto índice de desinformação pode ser entendido como um indicador do cenário pessimista para a expansão do conceito, mas proporção de dois entre dez indivíduos que compreendem o tema é significativa se considerarmos seu agendamento publico recente.

“A grande virada acontecerá quando as classes C e D começarem a discutir esse assunto. Por enquanto, são dois consumidores entre dez que consideram as questões socioambientais na compra, mas quem garante que daqui alguns anos serão oito entre dez? As empresas que saírem na frente conseguirão se posicionar, mesmo que não seja por respeito ao planeta, mas por uma questão de inteligência de marketing”, avalia o consultor.

Para Newton Figueiredo, presidente da Sustentax, o dossiê mostrou que o consumidor brasileiro está desinformado em relação a outros países que demosntram um interesse até menor em consumir de forma mais consciente, mas possuem ações mais efetivas na compra de produtos sustentáveis. “Lá fora os indivíduos estão mais informados, há uma regulamentação proibindo o green washing, e o número de ONGs é muito maior do que no Brasil. A população brasileira pode ser mais preocupada com a questão do aquecimento global, mas não compra de forma consciente porque não conhece o diferencial dos produtos e espera que as empresas tenham uma postura mais ativa”.

De acordo com Echegaray, a criação de incentivos também pode ser eficiente nesse cenário. “As empresas sentiriam-se motivadas a investir na comunicação de seus produtos, mais do que por meio da punição”, avalia.

Revista Idéia Socioambiental – http://www.ideiasocioambiental.com.br/

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Thiago Lacerda interpreta ‘007 brasileiro’ em defesa da Amazônia

Fonte: G1

Em ‘Segurança Nacional’, ele vive um agente da Abin. Produzido com apoio das Forças Armadas, longa estreia em maio.

Estreia em 7 de maio um filme que coloca a Amazônia no centro de uma história à la James Bond. Um dos atores convidados, o mexicano Joaquín Cosio, chegou a interpretar um personagem secundário em “Quantum of Solace”, de 2008, último longa sobre o agente secreto mais famoso do mundo.

Agora, em “Segurança Nacional”, dirigido pelo cineasta Roberto Carminati, Cosio faz o papel do terrorista e narcotraficante (fictício) Hector Gasca, que planeja destruir o quartel general do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) em Manaus. O vilão, no entanto, é desmascarado pelo melhor funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): o agente Marcos Rocha, interpretado por Thiago Lacerda.

Em 'Segurança Nacional', Thiago Lacerda é um agente da Abin. (Foto: Divulgação)

A informação sobre o possível ataque chega à diretora da entidade (Angela Vieira), e ao primeiro presidente negro do Brasil, interpretado por Milton Gonçalves. Com a soberania brasileira na Amazônia ameaçada, o país entra em estado de alerta – e a trama central da história está formada. Co-escrito por Carminati, Bruno Fantini e Daniel Ortist, o roteiro do thriller brasileiro na floresta segue recheado de aventura, com direito a cenas reais de treinamento do Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira (FAB).

Assista, abaixo, ao trailer do filme

A aparição de aeronaves oficiais, caças, barcos e armamento real é constante em “Segurança Nacional”, primeiro longa filmado em parceria com as Forças Armadas, segundo Carminati.

O processo de gravação contou até com o trabalho de soldados de selva, que serviram como figurantes em mais de uma ocasião.

Produzido com R$ 5 milhões, o filme mostra um Brasil militarmente poderoso e bem equipado, pronto para lutar contra ameaças internacionais. Na vida real, o narcotráfico representa uma das principais preocupações nas regiões de fronteira da Amazônia.

Como forma de se proteger contra o perigo externo, o governo brasileiro regulamentou em 2004 a Lei do Abate, que permite a derrubada de aeronaves que invadem o espaço aéreo sem autorização.

Longa de ação tem o apoio das Forças Armadas. Soldados de verdade aparecem como figurantes. (Foto: Divulgação)

Os atores e demais integrantes da equipe de filmagem tiveram por quase dois anos a oportunidade de vivenciar de perto o trabalho das Forças Armadas do Brasil na floresta. “Na Amazônia, filmamos diversas sequências aéreas, decolando de Manaus. Thiago Lacerda e eu chegamos a dormir em vilas militares do Exército, no Centro de Instrução de Guerra na Selva, nas mesmas camas usadas pelos soldados.

Não é o local mais confortável do mundo, mas ajudou a entrar no clima do filme”, explica o diretor Roberto Carminati. “Fomos acordados ao som de petardos (um tipo de bomba) e tínhamos de tomar café em poucos minutos. Foi uma experiência muito boa.”

Assim como os soldados figurantes, o Sivam e a Abin também são elementos do filme baseados em fatos reais. As duas entidades compõem a infraestrutura de segurança do país e foram gravadas para aparecer nas telonas da maneira mais fidedigna possível, segundo Carminati.

“A única coisa que criamos na história foi o vilão Hector Gasca, um personagem fictício que quer peitar o Brasil. Ele fala espanhol, mas o filme não identifica seu país de origem, pois não quisemos entrar neste mérito. Durante as filmagens, conversamos com soldados e agentes que viveram situações reais, e seus relatos contribuíram para consolidar o projeto”, diz o cineasta.

Produzido com R$ 5 milhões, 'Segurança Nacional' mostra um Brasil militarmente poderoso e bem equipado. (Foto: Divulgação)

Nokia propõe celular movido a “energia corporal”

A Nokia registou a patente de uma nova tecnologia que permite o carregamento de um telemóvel através da energia cinética, gerada pelo movimento do corpo do utilizador, reporta o The Times.

A bateria, preparada para fornecer energia suficiente para o funcionamento de um telefone, poderá também ser adaptada à utilização por outros dispositivos móveis, como leitores de mp3, equipamentos médicos ou consolas portáteis, por exemplo.

Segundo explica a mesma fonte o sistema tira partido de “cristais piezoeléctricos”, uma substância que quando é comprimida ou dobrada é capaz de gerar corrente eléctrica, mas cuja utilização para o fim agora proposto não era possível até à data, porque os materiais se deterioravam quando submetidos a altas temperaturas.

Testes desenvolvidos recentemente, nomeadamente na Universidade de Princeton (EUA), permitiram a integração destes cristais em materiais flexíveis, semelhantes a borracha, possibilitando que, em breve, estes possam começar a utilizados em dispositivos portáteis.

De acordo com a patente registada pela Nokia, os telefones poderão passar a incluir um sistema que compreende a utilização destes cristais e do movimento do utilizador para criar energia e recarregar a bateria do telemóvel, mas a empresa deu qualquer data para lançamento de um modelo que utilize o sistema agora patenteado.

Foonte: http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/nokia_propoe_telemovel_movido_a_energia_corpo_1052019.html