Árvores artificiais para reduzir carbono
Cientistas britânicos afirmam que o método mais prático e barato de reduzir as emissões de dióxido de carbono na atmosfera é o uso de árvores artificiais.

As árvores artificiais poderiam ser instaladas ao lado de rodovias
Em um relatório publicado nessa semana pela Instituição Britânica de Engenheiros Mecânicos, os engenheiros afirmam que por US$ 20 mil (R$ 37mil), uma única árvore artificial poderia remover o CO2 emitido por 20 carros.
A Instituição afirma que outros métodos potenciais, como o uso de espelhos defletores no espaço são pouco práticas e demasiadamente caros para serem implementados.
Segundo os engenheiros, as árvores artificiais, que medem cerca de 12 metros de altura, ainda são um protótipo, mas quando finalizadas, poderiam ser instaladas ao lado de rodovias ou perto de turbinas de ar no mar.
As árvores trabalham capturando o CO2 do ar através de um filtro. Depois disso, o carbono seria removido e armazenado. O relatório sugere ainda que novas tecnologias para armazenagem de CO2 continuem a ser desenvolvidas em paralelo ao projeto das árvores.
Uma das sugestões dos cientistas é que o CO2 capturado pelas árvores artificiais poderia ser liquefeito e enterrado no subsolo, talvez em antigos poços de petróleo.
“As árvores artificiais já estão no estágio de protótipo e o design já está avançado em termos de automação e dos componentes que serão usados”, disse à BBC Tim Fox, principal autor do documento.
De acordo com ele, as árvores podem ser produzidas em massa em pouco tempo.
Opções
A equipe de engenheiros sugeriu ainda outro método para capturar carbono – a instalação do que chamam de “fotobiorreatores de alga” nos prédios.
Segundo os cientistas, os fotobiorreatores seriam recipientes transparentes que contêm algas que poderiam remover o carbono da atmosfera durante a fotossíntese.
O relatório cita ainda um terceiro método, que se concentra na redução da radiação solar pela reflexão da luz do Sol de volta ao espaço. De acordo com o documento, o modo mais fácil de adotar esse método seria instalar telhados refletores nos prédios.
Os engenheiros afirmam que os três métodos sugeridos no relatório foram escolhidos porque são tecnologias de baixo consumo de carbono e não aumentam ainda mais o problema das emissões.
Além disso, eles afirmam ainda que as três opções são práticas e possíveis com o uso da tecnologia já disponível.
Geoengenharia
Apesar disso, o grupo ressalta que os métodos ainda precisam de pesquisas e estudos.
Para isso, o grupo pediu ao governo britânico um investimento de 10 milhões de libras (cerca de R$ 30,5 milhões) que seriam destinados à análise sobre a eficácia, os riscos e os custos dos projetos de geoengenharia.
“Acreditamos que a geoengenharia prática que estamos propondo deva ser adotada e se torne parte de nossa paisagem em cerca de 10 ou 20 anos”, disse Fox.
De acordo com ele, porém, a geoengenharia não deve ser vista como única opção para o combate ao aquecimento global.
Fonte: BBC Brasil
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Comentários
qualquer forma artificial de captura de CO2 no ambiente externo sempre será muito caro, pois muitos pagarão pelo o que não produzem, o ideal sempre será a captação na fonte, seja nos veículos, fabricas, etc.; através de filtros capazes para fazer este tipo de captura; tecnologia que já existe, mas que e´cara, por isso que ninguém quer utilizar, sempre jogam esta despeza para que toda sociedade pague na forma de impostos.
Não seria bom TAMBÉM plantar árvores naturais ,além re retirar o CO2 do ar ;são bonitas ,mais baratas, aumentão a umidade do ar, evita a erosão, fertilizão o solo,retem a umidade no solo favorecendo o aparecimento de nascentes e são naturais podendo ser plantadas em qualquer lugar.

Prezada Manuela Alegria
Esse artigo, também é muito bom!
Farei, comentário em sala de aula – sobre o assunto.
Dra. Alzira S. Marques.
e-mail alziraregis@adv.oabrj.org.br