Educação, Ambiente e Verdade

Por Luciana Dorta*

Segundo o minidicionário da Língua Portuguesa da Melhoramentos, Educação significa: 1. Desenvolvimento das faculdades físicas, morais e intelectuais do ser humano. Já o verbo Educar: 2. Formar a inteligência e o espírito de. 3. Cultivar a inteligência. No mesmo dicionário; Ambiente: 1. Aquilo que cerca os seres vivos ou as coisas. 2. Lugar, espaço, recinto.

Juntando esses dois, conceitos fica muito fácil de pensar em Educação Ambiental: ensinar as pessoas a pensarem de maneira holística e integrada com seu corpo, intelecto e valores. Mas esses conceitos precisam da prática, e esta é desenvolvida com pessoas. Pessoas que estão sempre em movimento, em questionamentos, em crises, que possuem crenças, valores e culturas que influenciam em suas ações.

Aliado a isso temos influências externas e muitas delas nem tão preocupadas assim com princípios educacionais. E este é o grande desafio das pessoas que se propõem a fazer esse papel, seja como professor, facilitador, orientador ou simplesmente aquele que quer ser um exemplo.

Mas é claro que existe um caminho. Na verdade, vários e um dos que visualizo com mais clareza é a verdade. O olhar real e holístico sobre o desafio, sobre a atividade, o público, sua cultura, seus princípios. Como lidar com cada um desses quesitos? De maneira participativa, ou seja, todos pensam na questão, facilitadores e educandos.

Uma vez assisti a uma apresentação do psicólogo social Oscar Motomura e ele disse -algo que vale para qualquer segmento; mas que na educação, além de ser uma prática colaborativa, traz o conceito de “formar a inteligência e o espírito”. Ele falou sobre colocar o problema na mesa, encará-lo com seriedade, sinceridade e verdade. Sem disfarces, preconceitos ou com “panos quentes” para proteger esta ou aquela metodologia, política ou ideologia. Porque às vezes uma ideologia não encaixa em determinada realidade e isso não quer dizer que ela não seja boa ou que não tenha valores éticos.

A idéia da educação ambiental se estende à esta prática; só assim de maneira flexível e verdadeira poderemos alcançar mentes e corações, valores e princípios, teoria e prática. E isso em qualquer idade, em qualquer lugar, em qualquer situação e sob qualquer viés. Educação para a cidadania, educação para o consumo consciente, educação formal, enfim, educação para a vida, cultivando a inteligência ambiental.

*Luciana Dorta – Relações Públicas, Educadora Ambiental e Diretora da SOMA Agência de Comunicação Sustentável, às vezes se pega em máscaras, mas prefere a verdade.

Fonte: Agência SOMA




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

hola somos tocayas eso se dice aca en bs as cuando los nombres son iguales

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)