Medicina Popular do Centro-Oeste

O progresso é o maior inimigo das tradições, do Folclore. Os usos e os costumes tradicionais vão desaparecendo com a modernidade. Por isto, em 1953, me propus a registrar tudo, na medida do possível, escrevendo uma trilogia dos conhecimentos populares do Centro-Oeste. Entre 1953 e 1994 foram 41 anos! Em 1967, saiu o primeiro volume, Cozinha Goiana – estudo e receituário. Em 1983, foi publicado o Dicionário do Brasil Central – subsídios à Filologia, que conquistou o prêmio “Maior Realização Cultural de 1983”. Agora, depois de mais de 40 anos de pesquisas, com este Medicina Popular do Centro-Oeste (também com estudo e receituário) fica terminada, com a graça de Deus, a trilogia. 

Medicina PopularNeste Medicina do Centro-Oeste, retrato como o povo do Brasil Central vinha e vem cuidando de suas doenças e incômodos (macacoas e perrenguices), mormente os interioranos e os sertanejos, dividindo e desmembrando a medicina alternativa em várias outras denominações, sinônimos e até seitas: popular, caseira, doméstica, rústica, empírica, folclórica, natural, botânica, mágica, religiosa, vegetal, mística …

O cuidado com os remédios das plantas exige: saber qual a parte que deve ser usada, qual a quantidade e como usá-la. Precisa haver esterilização, técnica de secagem que evita as bactérias e outros agentes prejudiciais à saúde do usuário. Há germes que resistem até a ebulição (100 graus), por isso não basta apenas ferver certas ervas. Esses germes seriam eliminados numa secagem adequada. A colheita da planta também tem a sua época certa.

Os elementos da natureza como a água, o sol, o ar, o exercício físico e a alimentação exata têm grande influência na vida das pessoas. Sabe-se que 90% das doenças estão, psicologicamente, na cabeça do “doente” e a fé, a crença religiosa, calcada nas rezas e simpatias, no misticismo, principalmente, superstições, fazem a maioria das curas. No objetivo de perpetuar a vida, combatendo as doenças, o homem associa a sabedoria à ignorância, o lógico com o ilógico, o real com o irreal. Os remédios eram, e ainda são, procurados no mato. Hoje, a utilização de remédios caseiros virou modismo em todas as classes sociais e até culturais. A classe científica acabou se interessando também e várias universidades, pelos seus departamentos científicos, estão estudando as plantas medicinais.

O Brasil possui 90% das plantas medicinais do planeta. E elas são 90 milhões. Certos medicamentos fazem mais mal do que bem divido as dosagens ignoradas por falta de estudo científico. Na ânsia da cura, com as receitas e remédios caros, o homem apela para as alternativas de qualquer espécie. É um vale-tudo perigoso.

A bibliografia registrada, tendo muitas informações que não são da região, foi elaborada por comparações das aplicações de diversas plantas ou outras utilizações do Centro-Oeste com vários Estados da Federação.

Medicina Popular do Centro-Oeste

Waldomiro Bariani Ortencio

2ª ed. revista e atualizada pelo autor

R$ 50,00

Thesaurus Editora de Brasília LTDA




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

esse site não tem nada

Gostei muito do comentário sobre o livro. Gostaria de saber onde encontrá-lo.

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)