Especialistas defendem mineração na Amazônia
Participantes da audiência pública sobre política governamental de mineração na Amazônia, realizada em março, disseram que o Brasil não pode abrir mão das atividades mineradoras na região, que respondem por 21% das exportações e por 10,9% do PIB nacional. A reunião foi realizada pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.

O diretor-geral adjunto do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), João César de Freitas Pinheiro, ressalvou que para evitar a degradação ambiental, no entanto, é necessária a regulamentação de pontos como a exploração em terras indígenas e em unidades de preservação. Pinheiro informou que 29% da Amazônia são constituídos por terras indígenas, e 16 milhões de hectares de seu território são unidades de conservação. Como a região concentra os maiores índices de minérios com valor econômico do País - 40% dos investimentos nacionais em mineração vão para lá -, ele defende que não se pode desprezar o potencial econômico da exploração dessas áreas. O diretor afirmou que atualmente apenas 0,5% do território brasileiro é ocupado por lavra: “Se acrescentarmos as áreas de pesquisa mineral, essa extensão não chega a 2%”, garante. O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Claudio Scliar, também assinalou que a Amazônia, além de ser uma grande floresta que precisa ser protegida, é uma grande produtora de bens minerais. Segundo ele, a região responde por 80% da produção de cobre brasileira; 74% de manganês; 100% de cassiterita e tântalo e 93% de caulim. Scliar lembrou ainda que, dos 137 bilhões de dólares (cerca de R$ 286 bilhões) das exportações brasileiras, 21 bilhões (aproximadamente R$ 43 bilhões) decorrem do setor mineral.
Potássio - Um dos principais projetos do governo federal para a região, segundo o secretário, é aumentar a produção nacional de potássio, pois o Brasil importa atualmente 90% do produto utilizado na correção de solo. “Isso representa quase 1 bilhão de dólares [mais de R$ 2 bilhões] que saem do País anualmente”, disse. Scilar informou ainda que, no próximo dia 15 de abril, o governo vai lançar edital de licitação para explorar potássio em Nova Olinda e Itaquatiara, no Amazonas.
Fonte: Pólo Cerâmico
Leia aqui também: Câmara adia decisão sobre mineração na Amazônia
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Definitivamente tudo que temos feito é fruto de um grave eqüívoco!
Devido a pronfundidade da crise civilizatória global, teríamos (ou teremos)que lutar junto a todos organismos internacionais pela valoreção (atrubuição de valor economico) ao nosso ainda abundante patrimônio ambiental. A cobrança de royalties pelos serviços ambientais prestados pela Amazônia a todo o globo terrestre, inclusive como depositário de boa parte da água doce do planeta, seria o caminho mais inteligente para nosso país.
Suspeito (logo veremos) que os mecanismos de compensação pela degradação ambiental um dia estarão definitivamente implantados e aí nós seremos duplamente taxados: pelo que “gastamos” do nosso patrimônio ambiental e pelo que geramos de resíduo com isso (poluição, uso de serviços ambientais de outros ecossistemas, etc.).
Ao invés deste caminho estamos optando por modelos econômicos ultrapassados e condenados pela realidade socio-ambiental global.
E olha, vai sobrar gente querendo “salvar” a Amazônia. “Bancos do Planeta”, Parceria Público privada na “gestão” de florestas, organizações de biopiratas travestidos de “missionários” estadunidense (pois america eu também sou!)preocupados em libertar indígenas (já que fomos competentes para tratá-los com o devido respeito e malícia!), são tipos que já estão lá!!!!!