Perspectivas Ambientais – futuro nebuloso ou presente com atitudes sustentáveis?

Nós da Revista Meio Ambiente abrimos o espaço para que nossos leitores divulguem idéias, façam críticas, enfim, nos ajude a alcançar nosso objetivo de conseguir estreitar as relações entre os seres humanos e a natureza.

É com prazer que abrimos o espaço para nossa nova eco-correspondente Valentina Gênova, geógrafa especializada em Gestão de Qualidade, Gestão de Negócios e pós-graduada em Gestão Ambiental enviou para nós um artigo onde conta sua experiência em relação ao Programa 8S. Leia abaixo e entusiasme-se com a idéia, divulgando-a.

 ————————–//————————————–

A cada dia surgem novas  notícias sobre a situação ambiental do planeta e nunca o assunto foi tão discutido como no século atual. Às vezes elas nos trazem informações boas, como descobertas em prol da sustentabilidade,  ações das empresas para minimizar os impactos ambientais, controlar as emissões de gases na atmosfera, das ONG’s empenhadas na sobrevivência das espécies, bem como formas de substituição dos recursos não renováveis, etc.

Outras vezes nos deparamos com informações nada animadoras, onde a espécie humana está sendo a maior responsável pela degradação do planeta e que tudo está caminhando para um futuro nebuloso. 
Pergunto: Em quem acreditar?  Ou seria melhor perguntar: O que posso fazer para ajudar a mudar esse quadro nada favorável?
Diante da situação atual, diria que cada um pode fazer sua parte.

É difícil mudar atitude, difícil deixar de fazer coisas que nos tiram da comodidade, daquela ansiedade consumista em que compramos cada vez mais sem analisar nossa real necessidade, ou mesmo abrir mão de algum conforto em prol do meio ambiente, ou melhor, de nós mesmo.     

A verdade é que algumas situações dependem de mudança de hábito e não é fácil mudar.

Tenho experiência na implantação do Programa 8S, uma metodologia educativa e de mudança comportamental, onde os conceitos se dividem em sensos como Utilização, Ordenação, Limpeza, Bem Estar, Autodisciplina, Determinação e União, Treinamento, Economia e Combate aos Desperdícios.

Percebi que no início sempre existe resistência porque significa mudança, e mudar aquilo que já se faz a tanto tempo, pode ser sinônimo de mais trabalho. Mas, ao longo do tempo as pessoas aprendem, absorvem e valorizam cada ação realizada e o mais interessante é que aplicam esse aprendizado em suas casas, o que é muito positivo, pois é um indicativo de que tudo é absorvido como forma de uma vida melhor, mais organizada e mais saudável.

Quando estávamos aplicando os conceitos, sempre encontrava colegas de trabalho que diziam realizar os 8S em suas casas. Alguns até diziam que faziam doações, vendiam, descartavam muitas coisas que mantinham guardadas e nem lembrava mais. Um indicativo positivo de que hábitos podem ser revistos.

Juntando a esses conceitos, podemos pensar também nos 3R’s, que significam Reduzir, Reciclar e Reutilizar, outra forma de trabalhar esse  importante tema entre os diversos públicos.

Considero que são metodologias que não só ajudam na questão de saber economizar e combater o desperdício, mas também direciona o público de todos os segmentos (escolas, empresas, associações de bairros, condomínios, órgãos públicos, etc), a mudança de atitudes, o que pode contribuir muito para diminuir o processo de degradação ambiental. Lembrando que toda e qualquer metodologia que se aplica e queira resultados, é necessário definir metas, acompanhar, medir, comparar e atuar quando necessário. 

Parece que estou falando de pouca coisa, mas se analisarmos profundamente a questão, entenderemos que uma coisa puxa a outra. Se comprarmos sem necessidade ou fazemos uso de recursos considerados fundamental para a sobrevivência (terra, florestas, água, energia, etc) sem a preocupação com a forma de utilização ou o desperdício, estamos ajudando a desencadear um processo em que o consumo aumenta a cada dia, e não podemos esquecer que tudo é tirado da natureza. 

Portanto, revendo nosso hábitos de consumo, nossas atitudes, nossas ações, se estão sendo positivas ou não, com certeza ganharemos muito.

A frase que hoje é tão utilizada para tratar do tema “o meio ambiente agradece” deveria ser alterada para “nós agradecemos o meio ambiente”, pois ele ainda está resistindo a tantos impactos, mas em algumas situações considerados irreversíveis.
Referencia:
Abrantes, José. Programa 8S. Editora  Interciência, 2001

Valentina Gênova
Graduada em Geografia, especialista em Gestão pela Qualidade, em Gestão de Negócios e pós-graduanda em Gestão Ambiental, atua no setor elétrico privado.
e-mail: tina_genova@yahoo.com.br

Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

Valentina, uma ótima observação sobre o cenário atual. Parabéns pelo texto.

Como gestores ambientais temos a obrigação e o dever de defender o Meio Ambiente, conte comigo.

Parabéns à Valentina pelo artigo.
Acho também que esse é o caminho.
Precisamos todos fazer a nossa parte e ensinar os menos esclarecidos.

” Acredito ser importante a consciência sobre a preservação do meio ambiente , pois dependemos dele para nossa sobrevivência”

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)