Pífia reportagem sobre o carro ecológico na Revista EXAME de 30/01/2008
O que se espera de uma Revista de grande circulação? O que queremos ao ler um artigo de tais revistas? Vou tentar responder: acredito que seja ter a opinião de grandes jornalistas que com sua experiência consigam passar de forma clara e sincera a sua visão sobre o assunto pois eles são a nossa referência e com isso nossos guias. Acredito que a responsabilidade com o assunto que se escreve é grande pois muitos podem só ter esta fonte de informação.
Ao ler esse fim de semana a matéria da Revista Exame sobre o Carro Ecológico duas coisas me chocaram. Primeiro a falta de referência a um acontecimento que acredito que marcou definitivamente a posição de total descaso com o futuro da humanidade das montadoras e das grandes “óleogarquias” existentes hoje que nos obrigam, para lucrar mais, a usar carros que destroem nosso meio ambiente. O acontecimento que me refiro foi a criação do carro chamado de EV1 que andava apenas com a força da eletricidade criado pela GM em 1993 (há 15 anos) e que foi ao meu ver “sabotado” pela própria montadora e indústria do petróleo.
O EV1 foi produzido em massa mas depois retirado do mercado. A GM triturou todos para que ninguém pudesse pensar em querer reativar um. Impossibilitando que algumas das felizes pessoas que o tinham, pudessem se locomover sem poluir o ar que respiram. Sérgio Teixeira Jr., autor da reportagem da EXAME, diz: “Com pouco interesse dos consumidores e uma reviravolta regulatória, ele desapareceu das ruas em silêncio” o que não é verdade. Assista o filme para ver entender perfeitamente o que aconteceu, “Quem matou o carro elétrico“ que está nas locadoras, não sei até quando. Se você não quiser comprar o filme a Blockbuster vende e para saber mais sobre o assunto entre no site que foi criado após a morte do carro www.pluginamerica.org (em inglês).
O que marca e até indigna na criação desse do EV1 é que ele era a prova concreta que a tecnologia está aí pronta para ser usada e além disso é economicamente viável, possível e rentável como mostram os desconhecidos da Óbvio. A revista Exame que é brasileira e que aparentemente teria isenção para comentar o assunto coloca apenas uma linha dizendo que houve um problema de ordem política e falta de mercado.
O que entristece é que a reflexão do porque que o carro elétrico ainda não está nas ruas não é feita (que na minha opinião é o mais ecológico de todos só perdendo para o de ar comprimido, que também não é citado). Acredito eu, que seja para ficar de bem com as grandes corporações. Além disso o autor se esquece que estão deixando de dar uma informação crítica para a escolha de um carro ecologicamente viável, porque depois que você assiste o documentário ou se informa na internet você simplesmente não olhará mais os carros como antes.
A segunda omissão da revista foi a pior: O BRASIL HOJE NESTE MOMENTO ESTÁ PRODUZINDO e COMERCIALIZANDO UM CARRO ELÉTRICO que já vendeu 10.000 unidades para os EUA. Novamente o autor da máteria de capa da Exame cita a existência dele, mas por quê? Na reportagem aparecem vários carros até menos potentes que o brasileiro (confira no site www.obvio.ind.br). Agora o porque dessa omissão? A Revista Meio Ambiente mandou um e-mail para o autor da matéria fazendo a mesma pergunta. Se ele responder colocaremos aqui para você também saber.
Ao menos até que a capa da revista está bem condizente com o artigo, as folhas sobre o carro assim como um lobo usando pele de cordeiro.
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Comentários
Ao ler esse tipo de matéria realmente a revolta me consome.Como mentes brilhantes podem ser completamente consumidas pela ganancia que, para mim, é ignorância.Se é viável ter uma vida mais saudável PORQUE NÃO adotá-la?Apenas para colocar mais números em um banco de dados.
auto-destruição, egoismo , bem vindo ao século XXI.
”O homem é o lobo do homem” Thomas Hobbes.

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