Desmatamento na Amazônia dispara e põe governo em alerta
Foram derrubados 3.233 km2 de floresta de agosto a dezembro; total pode chegar a 15 mil km2 em doze meses
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião de emergência hoje para tratar do aumento da área desmatada na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007. Pelos cálculos da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), o desmatamento pode ter atingido cerca de 7 mil quilômetros quadrados no período - o equivalente a cerca de 700 campos de futebol.
Um levantamento do Inpe mostrou que, de agosto a dezembro, foram derrubados 3.233 quilômetros quadrados de floresta, dos quais 1.922 quilômetros quadrados em novembro e dezembro, quando normalmente não há desmate por causa das chuvas. É o governo que afirma que pode ser, no entanto, muito maior.
O Estado campeão de desmatamento no período analisado é Mato Grosso, com 1.786 quilômetros derrubados. O governador Blairo Maggi (PR) não quis se pronunciar sobre os números. O secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Luiz Henrique Daldegan, disse que os dados preliminares,que apontam o Estado como um dos vilões do desmatamento na região amazônica, refletem a realidade. “Estamos trabalhando em parceria com o Ibama e identificando e punido os responsáveis pelos desmatamentos”, afirmou.
“Até hoje o Inpe não tinha detectado desmatamentos dessa magnitude”, disse Gilberto Câmara, diretor-geral do Inpe. “É extremamente preocupante”, emendou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
“O sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que detectou a área de desmatamento de pouco mais de 3.200 quilômetros quadrados, é de prevenção e não tem resolução suficiente para pegar as pequenas áreas. Sempre trabalhamos com uma diferença entre 40% e 60%, o que tem sido confirmado pelo outro sistema, o Prodes (Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia), que faz os registros definitivos”, disse Capobianco.
SOJA, GADO E FERRO-GUSA
Marina afirmou que já é possível dizer que o aumento do preço da soja, o avanço do gado na Amazônia e a derrubada de árvores para as siderúrgicas de ferro-gusa são as causas principais do desmatamento. Seus assessores lembraram que a derrubada da floresta aconteceu principalmente em Mato Grosso, Rondônia e no Pará, Estados onde esses setores da economia têm avançado muito nos últimos anos. “Os que trabalham com o ferro-gusa ficam mais no Pará”, disse Gilberto Câmara.
Os cinco municípios campeões de derrubada na Amazônia são São Félix do Xingu e Cumaru do Norte, no Pará, e Colniza, Marcelância e Querência, em Mato Grosso. Entre agosto de 2006 e julho de 2007, a área desmatada na Amazônia foi de 11.224 quilômetros quadrados, conforme o estudo final do sistema Prodes.
Se o ritmo continuar como o detectado nos cinco últimos meses do ano passado, e levando-se em conta a projeção de 7 mil quilômetros quadrados no período, a área derrubada poderá chegar, em um ano, aos 15 mil quilômetros quadrados, superando 2005/2006. “Representará um aumento em relação a 2006 e isso não pode acontecer”, disse Marina.
Segundo Gilberto Câmara, por causa das nuvens que pairaram sobre a Amazônia nos meses de novembro e dezembro de 2005 e 2006, não há registro sobre o desmatamento naqueles meses. Em 2004 foi possível verificar o abate de árvores em 419 quilômetros quadrados em novembro e 140 em dezembro. Como em 2007 o período foi de seca, o satélite pôde fotografar o aumento do desmate nos dois últimos meses.
“Não dá para saber se a derrubada ocorreu como uma antecipação do período da seca, de maio a julho, ou se foi isolada e, no período seco, haverá outras. Aí, será uma tragédia”, afirmou Marina.
RIGOR PARA COIBIR
Da reunião de hoje no Palácio do Planalto vão participar, além do presidente Lula, a ministra Marina, Dilma Rousseff (Casa Civil), Reinhold Stephanes (Agricultura), Tarso Genro (Justiça), Nelson Jobim (Defesa) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), além do diretor-geral do Inpe.
Marina disse que o governo agirá com rigor para impedir que o desmatamento cresça. “É importante a presença do ministro da Agricultura. Ele tem consciência de que a economia só crescerá se ajudar na preservação, no controle da origem e produção de produtos que não agridem o ambiente.”
Ela lembrou que o governo tem instrumentos de repressão. Desde 22 de dezembro, decreto assinado pelo presidente identificou 32 municípios responsáveis por 45% do desmatamento em 2006. Nesses locais, os imóveis rurais terão de ser recadastrados. Caso contrário, os proprietários não terão acesso a crédito bancário, não poderão vender o imóvel nem oferecê-lo em garantia.
A ministra lembrou que o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e seus aviões serão usados para vigiar fazendas que desmatam. Exército e Polícia Federal também estão prontos para agir.
Fonte: O Estado de S. Paulo - SP
Por: João Domingos e Nelson Francisco em 24/01/2008
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Pensando em conscientizar meus alunos a respeito desse assunto estou desenvolvendo um projeto de conscientização na esola em que leciono.
Abaixo estou enviando uma cópia do projeto para conhecerem um pouco do trabalho que está sendo realizado em nossa escola.abração.
EMEB “ PROFº CARLOS PAPA” Avaré-Sp
Professora: Carla Pereira da Silva Damião
Projeto: O desmatamento e suas conseqüências para a fauna e flora.
Destinatários -2ª série A e C
Justificativa-A idéia deste projeto surgiu a partir da observação do grande interesse demonstrado pelos alunos acerca do assunto trazido na apostila a respeito do desmatamento e animais em extinção.
Um fato que contribuiu para estimular o aumento do interesse foi a grande ênfase que a mídia( em especial a rede Globo) vem dando a estes temas,principalmente em relação ao desmatamento da Amazônia.
Começaram então, trazer um retorno muito grande para a escola,através de informações que viam em telejornais e revistas;
informações essas que eram compartilhadas com os demais colegas.
Também relacionado a este assunto ficaram muito interessados no
tema : tráfico de animais silvestres, tema que também fará parte deste projeto.
Este trabalho vem então, de encontro às necessidades dos alunos,visto que durante o seu decorrer poderão esclarecer suas dúvidas e transmitir essas informações para os demais alunos da escola.
Objetivos:
*Adquirir conhecimentos a respeito do que é desmatamento e entender como esse ato prejudica a fauna e a flora interferindo no equilíbrio ecológico.
* Aprender a trabalhar em conjunto(onde cada um tem sua tarefa porém todos um papel especial no grupo)socializando informações, dando suas opiniões e respeitando as dos demais.
*conscientizar-se da importância da preservação do meio ambiente para a preservação da vida na terra.
* perceber seu cotidiano como parte do meio ambiente iniciando o cuidado com o mesmo partindo de seu próprio espaço.
* Reconhecer a importância de cada um no processo de conservação, preservação e transformação do meio em que vivem.
* Adquirir hábitos de leitura e pesquisa( busca e transmissão de informações)
* conhecer e aprender a utilizar mapas
* adquirir autonomia
Recursos: - Para pesquisa: livros,revistas e internet.
- Materiais para confecção de cartazes: cartolina,caneta piloto,tesoura,cola e lápis de cor.
- Rádio e cd para o ensaio das músicas a serem apresentadas.
Conteúdos:
-Meio ambiente: desmatamento,preservação da fauna e da flora e animais em extinção.
-Escrita-produção,reescrita e revisão.
- acesso a diferentes gêneros e portadores textuais
Estratégias:
Primeiramente haverá um levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos. Depois uma discussão sobre os recursos que utilizaremos para levar o máximo possível de informações para os demais alunos,já que faremos apresentações para o restante da escola.
Abaixo consta uma lista destes recursos listados pelos alunos:
Pesquisa:trarão de casa,faremos na bilblioteca e no computador através de sites de busca e do site desenvolvido pela globo especialmente para a Amazônia.
- criação de panfletos
-Criação e cartazes com textos informativos sobre os animais em extinção e o desmatamento para espalharmos pela escola.
- Listagem dos animais em extinção.
-Expor os cartazes de conscientização.
-Apresentação de duas músicas constando os temas envolvidos.
- Criar uma poesia.
-Painéis com animais em extinção.
Produto final:Seminário para os demais alunos da escola e para os pais, com o intuito de levar o máximo possível de informações a cerca dos temas estudados,utilizando-se para isso dos cartazes e panfletos confeccionados pelos alunos com informações trazidas pelos mesmos no decorrer do projeto.
Cronograma: Dois meses,setembro e outubro e novembro,sendo realizado três vezes por semana.
Avaliação: A avaliação deverá ser contínua,mediadora e processual,através de registros realizados durante o projeto, a relação,participação e apropriação do conteúdo estudado.
Avaré
2008