O meio ambiente agoniza

Todos os dias a natureza da prova de sua generosidade com o ser humano, e todos os dias o ser humano retribui a amabilidade recebida com desrespeito e ignorância. O homem está acabando com as matas, as florestas, poluindo os rios e envenenando o ar, por avidez, cobiça e irracionalidade. O progresso e a ambição financeira, principalmente, têm sido os principais responsáveis pela situação angustiante do planeta, que é chegada a hora de se repensar se o desenvolvimento a qualquer preço e o acúmulo de riqueza para alguns justificam tão alto sacrifício.

No Brasil, as leis têm sido rigorosas com os enjauladores de passarinhos, mas não aplicam o mesmo rigor com os pecuaristas, com os empresários do agronegócio e com os da indústria madeireira, que derrubam as matas virgens para o plantio de pastos, soja e contrabando de madeiras, causando grandes danos ao meio ambiente.

Em algumas regiões do País, o enjaulador de passarinho é um pobre matuto que age dessa forma por questões de sobrevivência e desconhecimento, ao contrário dos poderosos, que agridem conscientes do que estão fazendo e porque acreditam fielmente na impunidade.

Aliás, com relação ao comércio ilegal de madeira na Amazônia, a Justiça espanhola está com um abacaxi gigante em suas mãos. O bom seria que fosse mesmo somente um abacaxi, porém são mais de 30 toneladas de madeira laminada de jacarandá, que seriam industrializadas na confecção de violões, próprios para acompanhamento da dança flamenca, e que foram contrabandeadas da floresta amazônica para a Espanha.

Quantos milhares de árvores do mesmo porte já não foram abaixo pela ganância e insensatez de empresários contrabandistas, a frouxidão e conivência de quem de direito? A continuar esta desordem ambiental, não será difícil prever onde tudo vai acabar.

Fonte:Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro
Por: Antonio Avellar em 09/01/2008




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

Nenhum comentário.

Comente este artigo

(obrigatório)

(obrigatório)