São Paulo chega mais perto de aprovar projetode lei de energia solar

São Paulo, 06 de julho de 2007. A cidade de São Paulo, uma das que mais sofrem com a poluição em todo o Brasil, saiu na frente em relação ao uso de recursos renováveis e não-poluentes para geração de energia elétrica. O Projeto de Lei No 313/2006, que prevê a instalação de aquecimento solar como apoio ao gás ou energia elétrica nos edifícios, já está na mesa do Prefeito para aprovação.

O projeto foi aprovado em duas votações na assembléia da Câmara Municipal e encaminhado ao Prefeito de São Paulo, que tem até o dia 16 de julho para transformá-lo em lei. Os benefícios desse tipo de iniciativa são inúmeros, pois a energia solar utiliza apenas o calor do sol, não gera resíduos e tem impactos ambientais insignificantes. É a chamada energia limpa e sustentável - a energia do futuro em um mundo
cada vez mais poluído.

“Essa iniciativa é uma inspiração para outras cidades do Brasil e do mundo, pois quanto mais energia solar usamos, menos impactos causamos na natureza”, afirma o diretor executivo do Procobre, Antonio Maschietto.

O Procobre é o braço sul-americano da International Copper Association, que promove o uso do cobre nos mais diversos meios, inclusive em programas de energia sustentável. No caso da energia solar, o cobre é o elemento chave da eficiência energética do captador, presente nas células solares, nos cabos de transferência de energia e tubos de condução.

Mas São Paulo não parou por aí. A Comissão de Finanças da Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei No 317/2001, que dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação de aquecedores solares e/ou gás natural em todas as construções de iniciativa do município de São Paulo.

Agora o PL, que estava em tramitação na Comissão de Finanças desde 26 de junho de 2006, precisa ser aprovado em duas audiências no plenário da Câmara para poder ser enviado ao Prefeito para sanção. O que significaria que todos os hospitais, escolas e creches municipais, por exemplo, teriam que usar energia limpa para geração de eletricidade.

Fonte: Marcos Coelho

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