Aparente preservação ambiental pode esconder poluição em fonte de água mineral

A poluição pesada de fontes de água mineral pode estar escondida por um cenário aparentemente virgem e preservado ambientalmente. Isso porque as substâncias contaminantes levam, às vezes, décadas infiltrando no solo até chegar ao aqüífero. Tempo suficiente para a superfície ser transformada muitas vezes.

“Imagine um depósito de lixo desativado. Se alguém aterrar aquele lugar sem fazer a devida esterilização, os poluentes daquele lixo vão infiltrar lentamente no solo e chegar até o reservatório de água mineral, mesmo se a superfície for transformada em um espaço ambientalmente perfeito”, explica Hélio Carvalho, gerente de controle de qualidade da H2O Crystal, esclarecendo que o chorume é o poluente normalmente encontrado em depósitos de lixo.

Essa infiltração pode levar anos, décadas, e, porque não, séculos, já que determinadas camadas da crosta terrestre são formadas por rochas minimamente porosas. O alerta serve para atestar que o histórico da área onde está localizada a fonte de água mineral deve ser levado em consideração na avaliação da qualidade do líquido. Obrigatoriamente, todas engarrafadoras devem realizar analises periódicas de contaminantes que atendam as Resoluções da ANVISA RDC 274 e RDC 275 e manter o resultado destas analises anexadas nos pontos de venda da água mineral.

Um terreno que já abrigou uma indústria de manipulação de produtos químicos como, por exemplo, indústria química, de fertilizantes, de baterias entre outros, que não tenham tido a responsabilidade de cuidar de seus insumos, tende a ter o terreno condenado ambientalmente por muitas décadas. Mesmo que a indústria saia dali, as substâncias químicas que chegaram ao solo seguem infiltrando-se até atingirem o reservatório subterrâneo.

Para mais informações entre em contato com H2O Crystal: andre@ralcoh.com.br




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Comentários

Não é só a questão da vulnerabilidade das fontes que precisa ser debatida. A legislação que regulamenta a qualidade da água mineral é de uma inconsistência absurda. Para ilustrar , vou dar o exemplo do nitrato, mas tem outros. No tratamento de água, o limite de potabilidade estabelecido pela Portaria do Ministério da Saúde MS 518 de 25/03/04 é de 10mg/L No entanto o valor estabelecido para o nitrato em águas minerais é de 50 mg/L, estabelecidos pela resolução 274 ANVISA de 22/09/05. Comparei os rótulos de algumas águas e verifiquei que a Água Petrópolis (de São Paulo) por exemplo apresenta concentração de nitrato de 17 mg/L. Como poderíamos levantar esa questão? Porque a ANVISA determinou um valor assim tão alto para um poluente tão reconhecidamente perigoso para a saúde da população? Porque as companhias de saneamento básico precisam atender a MS 518 e os produtores de água mineral não? OUTRO ABSURDO, é o limite máximo de Boro estabelecido pela ANVISA para águas minerais é de 5mg/L. Este é o valor máximo permitido para o lançamento de esgoto tratado em rios segundo o CONAMA 357/05. Só esses absurdos já não seriam o suficiente para não tomarmos água MINERAL??????

esse site e um maximo parabens

é uma pagina muito importante para quem quer ser informado sobre o que é feito com o nosso planeta parabéns

Concordo com a Iara Regina…. Tenho estudado a OMS e ANVISA e fico abismada em ver que esses orgaos não estao a proteger a população como dizem…. A agua mineral é apenas u dos exemplos, fora os conservantes, e agrotoxicos que estão permitindo ,parece que querem nos matar e aos poucos.

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