Simpósio faz balanço das últimas quatro décadas da região Amazônica
Quais foram as transformações sociais e ambientais por que passou a região da Amazônia desde 1966? Em dezembro do ano passado, o II Simpósio da Biota Amazônica, realizado em Belém (PA), pelo Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), reuniu grandes nomes da ciência brasileira para discutir os avanços da pesquisa e o atual estágio de conhecimento sobre a região amazônica, 40 anos depois do I Simpósio Biota Amazônica, que ocorreu em 1966, também na capital paraense. Os debates deste segundo encontro apresentaram o que há de mais atualizado no conhecimento sobre a região, em variadas áreas de estudo. Dividido em cinco seções, o encontro abordou temas específicos em geociências, conservação, botânica, zoologia e ciências sociais. O resultado do II Simpósio da Biota Amazônica, bem como uma ampliação de sua discussão serão apresentados na 59ª Reunião Anual da SBPC, no simpósio “Biota Amazônica”, com a participação de Nelson Sanjad, coordenador de Comunicação e Extensão do MPEG, Ana Vilacy Galucio, pesquisadora do MPEG e Alfredo Kingo Oyana Homma, professor visitante da Universidade Federal do Pará (UFPA). Para Nelson Sanjad, “o mais interessante é que os documentos que foram produzidos 40 anos atrás, como resultado do primeiro encontro, são muito atuais. Eles trazem recomendações no âmbito da política científica”. Na época, o desflorestamento era de 1%, sendo que a população da amazônia era de 3 milhões de pessoas. Hoje, estamos caminhando para 20% de taxa de desflorestamento e uma população de mais de 20 milhões de habitantes. O que é a reunião anual da SBPC A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência reúne representantes de todas as áreas da ciência brasileira desde 1948, quando foi fundada em São Paulo com o objetivo de defender o avanço científico e tecnológico do país e o seu desenvolvimento educacional e cultural. A reunião anual é a oportunidade dessa comunidade se manifestar sobre questões fundamentais para a independência e desenvolvimento econômico nacionais. Todos os anos, ela é realizada em diferentes pontos do país, com o objetivo de ampliar o debate para todos os Estados, com a participação de 83 sociedades e associações científicas. Milhares de pessoas, incluindo cientistas, professores, estudantes e outros interessados participam desses encontros que desempenham duas funções importantes. A primeira é servir de ponto de encontro e unidade dos cientistas do país, tratando tanto de temas estritamente acadêmicos como dos problemas mais gerais que afetam a atividade científica. O segundo é mais geral, ou seja, discutir as grandes questões sociais, econômicas, políticas e tecnológicas que afetam o país como um todo. A primeira reunião da SBPC, realizada em outubro de 1949, em Campinas, interior de São Paulo, reuniu 104 participantes. Este ano são esperados aproximadamente 15 mil participantes. Mais informações no site: www.sbpcnet.org.br Fonte: Maristela Garmes - SBPC
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