Aquecimento global impulsiona projetos que diminuem a emissão de gás carbônico
A preocupação com o superaquecimento global está cada vez mais em pauta em todo o mundo. As mudanças climáticas ocorridas nos últimos anos foram tão intensas que forçaram até o irredutível presidente americano, George W. Bush, a admitir a necessidade de mudança na política climática dos Estados Unidos. Segundo a conselheira jurídica do Banco Mundial, Flávia Rosembuj, o fundo de créditos de carbono arrecadou em 2006 o dobro do valor alcançado em 2005, totalizando US$ 22 bilhões, frente aos US$ 11 bilhões de 2005. Cada tonelada de crédito de carbono custa em torno de US$ 10. A multa por tonelada excedida é de cerca de US$ 119.
De acordo com os dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, há 1.597 projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) sendo estruturados em todo o mundo. O Brasil mantém a terceira posição em números de projetos, com 210. À frente estão a China, com 299 projetos, e a líder Índia, com 557. Em termos de reduções de emissões projetadas, a terceira posição também é brasileira – responsável pela redução de 195 milhões de toneladas de CO2e (gases equivalentes ao CO2 – dióxido de carbono), o que corresponde a 8% do total mundial, para o primeiro período de obtenção de créditos. A China ocupa o primeiro lugar, com 1056 milhões de toneladas de CO2e a serem reduzidas (43%), seguida da Índia, com 548 milhões de toneladas, o que equivale a 22%.
A SGS do Brasil, multinacional suíça líder em testes, inspeções e certificações, foi designada pelos órgãos mundiais para validar e verificar projetos. Como uma das principais empresas que presta esse serviço, a procura pela validação da SGS serve como termômetro de como está a evolução do mercado de carbono. E a procura, que tem crescido nos últimos tempos, demonstra que o mercado de carbono já começa se tornar realidade. De 2005 até agora, a empresa já validou 58 projetos e verificou 28. Devido à importância das discussões sobre o assunto e as solicitações de empresas interessadas nesse mercado, a empresa passou a atuar este ano em projetos CCX (Chicago Climate Exchange), na área florestal. “O investimento nesse setor é uma mina de ouro para o Brasil. Acompanhando a valorização dos créditos de carbono na Bolsa de Valores, a expectativa é que as demandas na SGS aumentem este ano em torno de 25% em relação a 2006”, diz o gerente da SGS, Fabian Gonçalves.
Segundo estatísticas do Banco Mundial, entre 2005 e 2006, a Ásia foi responsável por 32% das negociações de créditos, e a América Latina respondeu por cerca de 28%. O potencial para a oferta de créditos está concentrado na Ásia (China, Índia e Coréia do Sul) e América Latina (Brasil e México).
Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários
Nenhum comentário.
Comente este artigo