Ônibus ecológico em São Paulo.
A Iveco Latin America trouxe para o Brasil o ônibus Irisbus Iveco Citelis GNV para demonstrar suas vantagens técnicas e ambientais. O veículo, fabricado na França pela Irisbus, divisão de ônibus da Iveco, movido a gás natural, é largamente utilizado no transporte urbano das grandes metrópoles européias e apresenta altas performances com reduzidos índices de emissão de poluentes.
De acordo com Jorge Garcia, presidente da Iveco Latin America, o Irisbus Iveco Citelis GNV, por ser ambientalmente correto, atende os mais severos limites de emissões de gases previstos pela legislação européia em vigor. “É o meio de transporte mais adequado para ser empregado em grandes cidades, pois alia a força de um motor potente com níveis de emissões perto de zero”.
O veículo entrará em operação em fase experimental no corredor de transporte coletivo Expresso Tiradentes, em São Paulo, que liga o Parque Dom Pedro II com a Cidade Tiradentes. O objetivo da Secretaria Municipal de Transportes, por meio da SPTrans, é utilizar nesse corredor veículos de baixíssimo nível de emissão de poluentes e de ruído, e que sejam dotados de piso baixo para facilitar o acesso de passageiros.
Os níveis de emissões de poluentes serão verificados e avaliados pelo IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo, em conjunto com a Fundação Hewlett.
Embora seja a primeira vez que um ônibus movido a gás natural da Iveco esteja no Brasil para ter seus níveis de emissões, consumo, autonomia e versatilidade avaliados, a tecnologia já vem sendo utilizada, em larga escala, no transporte urbano na Europa. Desde 1992, países como França, Itália, Espanha e Grécia, que adotam uma postura ambiental mais enérgica, já se utilizam da tecnologia a gás da Iveco.
“Ao todo contabilizamos mais de quatro mil ônibus Iveco movidos a gás natural em todo o mundo”, afirma Garcia. As grandes metrópoles já reconhecem os benéficos resultados desses veículos cuja emissão é muito perto de zero. Com isso, a Iveco, por meio da Irisbus, é atualmente a maior fabricante de coletivos urbanos a gás do mundo.
Segundo Garcia, os motores a gás desenvolvidos pela Iveco estão em um adiantado nível de evolução. “Esses equipamentos podem ser considerados o que há de mais moderno em se tratando de combustão a gás no mundo. São motores com os menores níveis de emissão atualmente disponíveis no mercado europeu, que atendem a limites de emissões cuja entrada no Brasil ainda não está prevista para os próximos anos. Isso significa que a Iveco se antecipa voluntariamente à legislação brasileira de emissões veiculares.”
BUSCA DE ALTERNATIVAS
Na opinião de Garcia, além de demonstrar uma tecnologia enquadrada dentro de rigorosas normas ambientais, o objetivo é buscar maneiras inteligentes e eficientes para uma outra alternativa ao diesel que seja, sobretudo, mais amigável ao meio-ambiente. Além disso, que traga soluções a médio prazo para baratear as tarifas e novas condições ao balanço energético brasileiro. Atualmente os centros de pesquisa da Iveco trabalham intensamente para dar respostas à essa busca. “Se temos para o futuro estudos conceituais adiantados sobre células de combustível, hidrogênio e eletricidade como boas alternativas aos derivados do petróleo, conseguimos de imediato, a utilização do gás natural como uma opção eficiente e de grande abundância na natureza”, salienta Garcia.
Um exemplo dessa abundância é que recentemente, após o leilão de áreas de concessão para a pesquisa de petróleo e gás natural na Bacia do São Francisco, que abrange 126 mil quilômetros quadrados das regiões Centro-Oeste, Noroeste e Norte de Minas Gerais, começam a surgir indícios de que 153 municípios da área estejam sobre uma das maiores riquezas naturais do planeta. Confirmadas as previsões, as reservas brasileiras de gás aumentariam cerca de dez vezes, o que colocaria o País entre os principais produtores deste tipo de combustível do mundo.
A partir de bases em Montes Claros, Araxá e Belo Horizonte, especialistas estimaram o potencial da área, preliminarmente, em 3 trilhões de metros cúbicos de gás natural.
Além da abundância do insumo, há ainda que serem citadas a necessidade de restringir o peso do petróleo como matriz energética e a necessidade de buscar soluções para os problemas de saúde pública causados pela poluição.
Um estudo realizado pelo departamento de medicina da Universidade de São Paulo destacou recentemente as conquistas do Proconve desde que instalou o programa de controle da poluição do ar por veículos automotores, 20 anos atrás. Somente na região metropolitana de São Paulo, calcula-se uma economia de US$ 1,32 bilhão em gastos com doenças pulmonares, cardíacas e câncer de pulmão. O estudo, que engloba o período de 1996 a 2005, também demonstra que foram evitadas 14.495 mortes na grande São Paulo com a implementação do programa. Este dado representa um acréscimo médio de treze anos no tempo de vida da população da cidade.
Mais informações no site www.iveco.com
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