Em busca de desenvolvimento tecnológico, China amplia estudos e plantio de transgênicos
Por entender a importância do crescimento do setor de biotecnologia para o desenvolvimento do país, o governo da China, por meio do seu Programa de Desenvolvimento (2006-2010), ampliou sua estratégia sobre biotecnologia para os próximos cinco anos, o que inclui esforços para regulamentação e ampliação de pesquisas em melhoramento genético de sementes.
Em 2005, o State Agricultural GM Crop Bio-Safety Committee, órgão técnico responsável pelas regulamentações sobre comercialização de organismos geneticamente modificados na China, foi reformulado, reafirmando a crescente tendência do país em disseminar a biotecnologia. Segundo o National Centre of Biotechnology Development (Centro Nacional de Desenvolvimento de Biotecnologia), o Ministério da Agricultura chinês já aprovou 585 experimentos com plantas transgênicas, incluindo 154 liberações ambientais e 48 testes de pré-produção, desde o meio de 2003.
Outro benefício trazido pelo algodão Bt é a diminuição no número de casos de intoxicações pelo uso de agroquímicos, em comparação aos cotonicultores que plantaram variedades convencionais, resultado da redução do uso de inseticidas. A conclusão é do estudo “Algodão Geneticamente Modificado e a Saúde dos Agricultores na China”, publicado no Journal for Occupational and Environmental Health (2004), realizado por três anos com 400 produtores das províncias de Hebei e Shandong, no Norte do país, concluiu que a adoção do algodão Bt proporcionou uma redução de 57% no uso de pesticidas na China.
O cientista-líder do GM Crop Bio-Safety Committee para promoção e comercialização de arroz transgênico, Zhu Zhen, acredita que as novas estratégias e o aumento do investimento em biossegurança irão aumentar o número de aplicações transgênicas na agricultura. “Com mais cientistas aderindo às pesquisas de produtos transgênicos, teremos mais experiências diretas na segurança e eficiência desta tecnologia”.
Segundo o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), a China segue a tendência mundial ao intensificar estudos com transgênicos. Em 1996, apenas seis países cultivavam transgênicos; já em 2005, o número de países subiu para 21, totalizando 90 milhões de hectares, cerca de 50 vezes mais que em 1996.
Para mais informações, visite o site do jornal China People’s Daily:http://english.people.com.cn/200602/14/eng20060214_242612.html
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