Violenta ofensiva contra o IPCC
Por Stephen Leahy*
Uxbridge, Canadá, 8 de março (Terramérica).- A ciência da mudança climática é alvo da artilharia pesada de uma guerra final para impedir ou retardar a ação dos Estados Unidos contra o aquecimento global, alertam vários especialistas. O senador norte-americano James Inhofe, do opositor Partido Republicano e um dos céticos da mudança climática, divulgou, no final de fevereiro, uma lista de importantes cientistas que quer processar como delinquentes, acusando-os de confundirem o governo. Esses pesquisadores estão sendo intimidados e recebendo ameaças de morte.
“Tenho centenas” de e-mails ameaçadores, disse ao Terramérica Stephen Schneider, especialista em clima da Universidade de Stanford.
Schneider acredita que haverá assassinatos de cientistas por esta causa. “Tento fazer com que isto não me afete, mas vai acontecer”, afirmou este que é um dos cientistas do clima mais respeitados do mundo. “Nesse país, os médicos que praticam abortos são baleados”, acrescentou. Mas esta reação contra as evidências da mudança climática e os cientistas não é registrada apenas nos Estados Unidos. Também ocorre no Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e, em menor grau, em outros países. Na superfície, a campanha está baseada em alguns erros que apareceram no Quarto Informe de Avaliação de 2.800 páginas apresentado em 2007 pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC) e a várias mensagens pessoais via correio eletrônico datadas de dez anos atrás e roubadas da University of East Anglia (na Inglaterra).
No fundo, esta é a última tentativa das empresas de petróleo, gás e carvão de retardar o combate à mudança climática. Tal como fez a indústria do tabaco, que teve êxito em atrasar por várias décadas o conhecimento sobre os efeitos daninhos do tabagismo e as medidas para enfrentá-lo, comparou Schneider. “Enfrentamos a multimilionária indústria dos combustíveis fosseis e os que odeiam o governo (de Barack Obama). Eles dão voltas, distorcem e colocam em dúvida a credibilidade da ciência”, acrescentou.
A mídia é cúmplice, acrescentou, pois não contextualiza essas absurdas afirmações e continua entrevistando gente como Inhofe e outros que carecem de evidências e credibilidade nestes assuntos, afirmou. “Causa indignação que as empresas de comunicação coloquem o lucro acima da verdade. Os meios de comunicação se degradaram profundamente, e essa é uma ameaça real para a democracia”, afirmou Schneider.
Não há um argumento científico sólido que questione o fato de que o dióxido de carbono e outros gases-estufa esquentam a atmosfera, e que as emissões desses gases geradas por atividades humanas são os fatores principais do aumento das temperaturas nas últimas décadas. Também é pouco racional o debate sobre a realidade facilmente observávelde que o gelo do Ártico está desaparecendo, as geleiras estão diminuindo, os eventos climáticos extremos aumentam e a primavera chega antes.
No final de 2009, foram divulgados documentos obtidos por hackers dos arquivos da Unidade de Pesquisa Climática de East Anglia que, supostamente, revelam uma manipulação de dados para apresentar o aquecimento global como um fenômeno causado pela humanidade. O episódio causou alvoroço e os pesquisadores que estavam no centro da controvérsia disseram que seus e-mails foram alvo de um ataque de hackers, e que o conteúdo foi tirado de seu contexto.
O IPCC, que em 2007 ganhou o Nobel da Paz junto com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, cometeu erros. E os críticos se aproveitaram de um deles, enterrado no fundo de um quarto informe, que dizia que as geleiras do Himalaia derreteriam até 2035, ou antes. Este dado não estava baseado em evidências e foi “um erro maiúsculo”, disse Schneider. O frenesi que se seguiu, em busca de outras falhas nesse informe, revelou três equívocos triviais que de modo algum afetam as conclusões finais.
Entretanto, o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, anunciou, no dia 27 de fevereiro, que os países-partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática concordaram em realizar uma avaliação independente do estudo. “Enquanto isso, defendemos firmemente o rigor e a solidez das conclusões do Quarto Informe de Avaliação”, disse Pachauri em um comunicado. As conclusões centrais desse informe “se baseiam em uma esmagadora quantidade de evidências procedentes de milhares de estudos científicos independentes e arbitrados”, acrescentou.
Para o especialista em clima Andrew Weaver, da Universidade da Columbia Britânica (Canadá) e um dos autores principais do informe do IPCC, “a avaliação é uma resposta cuidadosa e medida, à luz de todo lixo que anda por aí”. Provavelmente, a avaliação independente do que foi realizado pelo IPCC fique nas mãos dos principais cientistas do mundo, designados pelas academias nacionais de ciência de várias nações. Levará meses para reunir semelhante painel para fazer essa revisão, disse Weaver ao Terramérica. “Não sei o que mais pode ser feito para melhorar o processo, que é incrivelmente rigoroso”, ressaltou.
Poucas pessoas, inclusive as que criticam o IPCC, sabem como este corpo funciona. Com sede em Genebra, foi criado em 1988 para “avaliar informação científica, técnica e socioeconômica relevante para a compreensão da mudança climática”. Sua estrutura é descentralizada, com pouco pessoal, e praticamente todo seu trabalho é feito por milhares de cientistas independentes e outros especialistas de todo o planeta que dedicam voluntariamente seu tempo e seus serviços. A cada quatro ou cinco anos, são coletados, analisados e sintetizados milhares de estudos e pesquisas submetidos a arbitragem, para que as autoridades governamentais possam compreender o atual estado da ciência climática.
Os governos, que são parte da Convenção, devem dar seu voto de aceitação para cada Informe de Avaliação, e as conclusões só são admitidas e divulgadas se todos os países estão de acordo. Todo esse processo faz do IPCC um organismo de movimentos lentos, cauteloso e conservador. Até há pouco, quase tudo o que se criticava no IPCC era que subestimara os riscos da mudança climática e sua incapacidade para estar em dia com os últimos avanços científicos. Mas alguns grupos de pressão de poderosas corporações norte-americanos não cessaram seus ataques ao IPCC nos últimos dez anos.
O gigante petroleiro Exxon financiou esses lobbies e inclusive pressionou o governo de George W. Bush (2001-2009) para livrar-se do ex-presidente do IPCC, o químico Robert Watson, chefe científico do Banco Mundial. O governo de Bush cedeu e substituiu Watson pelo economista Rajendra Pachauri, o mesmo que agora tem sua renúncia pedida pelos lobistas. “Estamos em uma época estranha, conduzida pela cobiça e pelo temor. O público está mais confuso agora. E os bons cientistas se perguntam: por que eu iria querer ser parte do IPCC?”, acrescentou.
* O autor é correspondente da IPS.
Documentário sobre caça a golfinhos é premiado no Oscar
Prefeito da cidade japonesa onde foi filmado o longa diz que pesca ’se baseia em uma tradição de muitos anos’.
TÓQUIO – O documentário “The Cove”, que aborda o sangrento massacre de golfinhos na cidade japonesa de Taiji, foi o vencedor do Oscar de Melhor Documentário de longa-metragem. A premiação foi realizada na noite deste domingo, 7, em Los Angeles, nos EUA.
Mas o documentário foi alvo de duras críticas do prefeito de Taiji, Kazutaka Sangen, que pediu nesta segunda-feira “respeito” a sua cultura e criticou que o filme apresenta dados não-comprovados “como se fossem reais”.
“A pesca na cidade de Taiji é realizada de acordo com a lei e com a permissão da província de Wakayama (centro do Japão). Portanto, não é um ato ilegal”, ressaltou Kazutaka Sangen. “É lamentável que em algumas cenas do documentário se apresentem fatos como se fossem reais, sem que tenham sido estudados cientificamente”, acrescentou. Sangen pediu “respeito” a todas as culturas alimentícias e lembrou que o consumo de carne de golfinho “se baseia em uma tradição de muitos anos”.
Um porta-voz da Prefeitura indicou à Agência Efe que o prêmio ao documentário colocou a cidade no centro das atenções. “Este era um lugar muito tranquilo, mas temo agora que isso possa mudar”, ressaltou.
A entrega do Oscar a “The Cove” foi, por outro lado, aplaudida pelo grupo ecologista Greenpeace. Segundo a ONG, o filme contribuirá para apoiar a luta internacional pela preservação das espécies marinhas.
“Espero que sirva de apoio às medidas em favor da preservação, assim como para a luta do Greenpeace no Japão”, disse à Agência Efe Greg McNevin, um porta-voz da ONG nesse país.
Além dos golfinhos, McNevin falou sobre o combate contra a caça de baleias por parte do Japão. O país deteve a captura desses animais com motivos comerciais em 1986, pela pressão internacional, mas a retomou em 1987 por “motivos científicos”.
“O combate à caça de baleias também tem uma longa trajetória no Japão. Esperamos que este prêmio contribua para apoiá-lo”, complementou o porta-voz do Greenpeace.
Fonte: estadao.com.br
Vale a pena assistir o documentário! Para mais informações acesse o site do filme The Cove.
Acusado de mandar matar Dorothy Stang se entrega à polícia
Suposto mandante se mantinha em liberdade com habeas corpus, que foi negado pelo STJ na sexta-feira.
SÃO PAULO – O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, se entregou na manhã deste sábado, por volta das 6h, à polícia do Pará, após ter seu pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (SJT). Ele é acusado pelo assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, do qual seria um dos mandantes.
Bida se apresentou à polícia em uma delegacia da cidade de Altamira, no Pará, onde foi encaminhado para fazer o exame de corpo de delito. Em seguida, foi transferido para o Presídio Regional de Altamira, onde fica à disposição da Justiça.
Em seu primeiro julgamento, o fazendeiro foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado. Beneficiando-se da legislação que previa um novo julgamento para condenados a pena superior a 20 anos, foi absolvido no segundo julgamento. No entanto, no final do ano passado, um recurso do Ministério Público ao Tribunal de Justiça do Pará conseguiu anular a absolvição e foi decretada nova prisão, o que levou a defesa a impetrar o habeas corpus que mantinha Bida em liberdade.
Impunidade
Em nota divulgada nesta sexta-feira, 5, após ser anunciada a decisão da Justiça, as irmãs da Congregação Notredame, à qual pertencia Dorothy Stang, lembraram que passados quase cinco anos da morte da religiosa, o outro acusado de ser o mandante do assassinato, o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, ainda não foi levado a julgamento.
Dorothy Stang foi assassinada aos 73 anos em fevereiro de 2005 com seis tiros perto de Anapu, no oeste do Pará. Ela morava havia mais de 20 anos na região, ajudando agricultores ameaçados por fazendeiros e madeireiros ilegais.
Com informações da Efe e da Agência Brasil
Nove espécies ameaçam mares do Brasil
Por Danielle Brant, do PNUD
Estudo detecta 58 espécies vindas de outros oceanos; algumas delas representam risco à biodiversidade, à economia ou à saúde humana.
A costa brasileira abriga pelo menos nove espécies vindas de outros oceanos e que ameaçam a biodiversidade nos mares em 12 Estados do país, aponta o primeiro levantamento desse tipo já feito no Brasil. Ao menos uma representa risco para a saúde humana, e algumas delas, incluindo três muito usadas em aquários domésticos, podem prejudicar também a economia local (afetando a pesca, por exemplo).
O Informe sobre as Espécies Exóticas Invasoras Marinhas no Brasil, concebido pelo Ministério do Meio Ambiente com apoio do PNUD, foi elaborado por pesquisadores para tentar descobrir os impactos, no litoral brasileiro, das espécies que interferem na capacidade de sobrevivência de outras ou afetam as atividades socioeconômicas ou a saúde humana.
O estudo identificou 58 espécies exóticas, ou seja, “estrangeiras”: 3 fitoplânctons, 6 zooplânctons, 6 fitobentos, 40 zoobentos e 4 peixes. Elas foram classificadas em estabelecidas (com presença significativa, mas sem apresentar impacto negativo), detectadas (com distribuição restrita, sem evidência de impacto) e invasoras (com impacto comprovado).
Em um mundo ideal, nativos e exóticos conviveriam seguindo o fluxo da cadeia alimentar. Porém, alguns invasores, trazidos por correntes marinhas e atividades econômicas como transporte marítimo ou aquicultura – produção em cativeiro de peixes, camarões, ostras e outros recursos–, acabam perturbando esse equilíbrio.
As invasoras são prejudiciais à biodiversidade porque competem com as nativas por espaço, luz ou alimento. Além disso, podem atuar como parasitas ou causar doenças em espécies localmente importantes, assim como produzir toxinas que se acumulam na cadeia alimentar, envenenando outros organismos ou apresentando risco direto à saúde humana. Todas estas características trazem perdas econômicas, devido às modificações na infraestrutura do país para combater o problema. Ao Brasil, a maior parte chegou por bioincrustação – ou seja, se prendem no casco de navios – ou pela água de lastro, usada para manter a estabilidade de embarcações.
No país, as nove espécies identificadas são as microalgas Coscinodiscus wailesii e Alexandrium tamarense, a alga marinha Caulerpa scalpelliformis, muito usada em aquários, os corais laranjas Tubastraea coccínea e Tubastraea tagusensis, também muito comuns em aquários domésticos, os mexilhões Isognomon bicolor e Myoforceps aristatus, o siri Charybdis hellerii e a ascídia (um tipo de invertebrado) Styela plicata.
Pelo menos 12 estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas) foram atingidos por alguma das espécies invasoras, com impactos que variavam de região para região.
A única em foi detectada ameaça para a saúde humana é a microalga Alexandrium tamarense, já detectada no Paraná e no Rio Grande do Sul. Esse fitoplâncton produz uma substância chamada ficotoxina, que pode contaminar moluscos e crustáceos, consumidos por humanos. Há risco de intoxicação, diarreia, náusea, vômito, amortecimento da boca e dos lábios, fraqueza, dificuldade de fala e até parada respiratória. Porém, ainda não há registro desse tipo de impacto no Brasil.
Várias delas podem prejudicar a economia. O molusco Isognomon bicolor, encontrado do Rio Grande do Norte até Santa Catarina, se incrusta em cascos de embarcações (aumentando o peso da estrutura e o gasto de combustível), em plataformas de petróleo (podendo causar corrosões e entupir tubulações) e em boias (elas ficam mais pesadas e têm maior dificuldade de flutuar).
Em outros casos, o impacto é mais localizado. O siri Charybdis hellerii, presente em Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, pode concorrer com espécies nativas e diminuir a população de crustáceos vendidos para consumo humano. A ascídia Styela plicata, encontrada na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, pode afetar a produção de alguns moluscos e, por se grudar em estruturas, aumenta os custos de limpeza. O mexilhão Myoforceps aristatus, detectado no Rio de Janeiro, em São Paulo e Santa Catarina, danifica outros moluscos, e, por isso, podem causar “grande prejuízo” para a indústria de cultivo de vieiras (um tipo de molusco).
Prevenção
Para prevenir a entrada dessas espécies no litoral brasileiro, o estudo sugere uma articulação do governo federal, através de seus vários ministérios, com empresas privadas e de capital misto – particularmente dos setores de energia, saneamento e abastecimento, navegação marítima e portuária. Isso porque essas companhias são as mais afetadas pelos invasores.
Outra sugestão é fazer a instalação e manutenção permanente de um sistema de informação para diagnóstico, monitoramento e alerta precoce de introdução de espécies invasoras marinhas. Essa estrutura, recomendam os autores, deve ser acompanhada de maior controle das fronteiras.
Fonte: Envolverde
Regiões áridas e semiáridas do mundo são tema de Conferência, no Brasil
Por Aline Guedes, do Ministério da Ciência e Tecnologia
Pesquisadores do mundo inteiro se reunirão em Fortaleza (CE), de 16 a 20 de agosto, para discutir ações focadas nos desafios e oportunidades que enfrentam as regiões áridas e semiáridas do planeta. Trata-se da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas (ICID 2010), promovida pelo Governo do Ceará, Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Banco do Nordeste (BNB) e apoio de diversas instituições ligadas ao assunto, a exemplo do Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT).
Organizada por temas, a ICID vai gerar, consolidar e sintetizar os conhecimentos acerca de mudanças climáticas, vulnerabilidade, impactos, adaptação e desenvolvimento sustentável, traduzindo estas informações em recomendações para elaboração de políticas públicas efetivas. A programação também terá um foco voltado para o aceleramento do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (MDG), que visa à melhoria da qualidade dos recursos naturais e à redução da pobreza e da desigualdade. Para atingir seus objetivos, a ICID está solicitando artigos relacionados a quatro áreas temáticas: 1) Informações Climáticas; 2) Clima e Desenvolvimento Sustentável; 3) Clima e Governança: Representação, Direitos, Equidade e Justiça; 4) Processos de Políticas Públicas em Clima.
O consultor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e diretor da Conferência, Antonio Rocha Magalhães, ressalta que o evento deve abranger vários campos de pesquisa, sob diferentes perspectivas. Para isso, uma ampla gama de cientistas sociais das áreas de Antropologia, Economia, História, Ciências Políticas, Sociologia e outras tem estudado as consequências e respostas às variações e mudanças climáticas e ambientais que afetam diretamente as regiões áridas e semiáridas do planeta. “A conferência é a única grande reunião que trata exclusivamente dessa questão”, destaca Magalhães, que espera a participação de mais de 50 países da África, Ásia e América Latina.
Para quem não lembra, a primeira ICID ocorreu também em Fortaleza, de 28 de janeiro a 01 de fevereiro de 1992. Intitulada ‘Conferência Internacional sobre Impactos da Variabilidade Climática e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas’, a programação foi um evento preparatório para a Rio 92, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992. Naquela ocasião estiveram presentes mais de 1200 participantes, de 45 países e mais de 70 estudos foram preparados e discutidos. A Plenária da ICID aprovou a Declaração de Fortaleza, chamando a atenção dos formuladores de políticas públicas sobre a necessidade de promover o desenvolvimento sustentável de regiões semiáridas como forma de torná-las menos vulneráveis e mais preparadas para enfrentar as crises presentes e futuras, sendo estas relacionadas ou não ao clima.
A edição 2010 da ICID acontecerá no Centro de Convenções do Ceará. A data limite para a submissão de propostas é 15 de março. Saiba mais acessando a página eletrônica: http://www.icid18.org
Fonte: Envolverde
