Órgão da ONU admite erro em previsão sobre aquecimento global
O vice-presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Jean-Pascal van Ypersele, admitiu, na terça-feira 19, que o órgão cometeu um erro ao afirmar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035.
O IPCC havia feito a previsão em 2007 em um relatório intitulado AR4, que trazia uma avaliação sobre os impactos do aquecimento global.
“As geleiras no Himalaia estão desaparecendo mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo (…) A probabilidade de elas desaparecerem até 2035 ou talvez até antes é muito alta”, afirma o documento.
Recentemente, diversos cientistas contestaram os dados divulgados pelo Painel. Em entrevista à BBC Yepersele admitiu o erro e disse que os dados serão revisados.
Apesar disso, o vice-presidente afirmou que o erro não muda a tendência atual do impacto das ações do homem no clima.
A polêmica voltou às discussões de diversos websites dedicados às mudanças climáticas nos últimos dias.
Alguns comentaristas afirmam que o erro pode ameaçar a credibilidade dos dados científicos sobre o clima, e também do próprio IPCC.
Mas Yepersele disse que esse não é o caso.
“Eu não vejo como um erro em um relatório de 3 mil páginas possa prejudicar a credibilidade de todo o conteúdo do documento”, disse.
Origem
A afirmação de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035 parece ter se originado em uma entrevista com o glaciologista indiano Syed Hasnain, publicada na revista científica New Scientist em 1999.
O dado voltou a aparecer em 2005 em um relatório do grupo ambientalista WWF – documento citado na avaliação de 2007 do IPCC.
Um origem alternativa para a informação sugere que seria um erro de leitura de um estudo de 1996 que teria indicado que a data seria 2350.
Ciência
A polêmica voltou à tona no ano passado, antes da Cúpula da ONU sobre o Clima em Copenhague, na Dinamarca.
Em dezembro, quatro importantes glaciologistas prepararam uma carta para publicação na revista científica Science na qual afirmam que o completo degelo das geleiras até 2035 era “fisicamente impossível”.
“Não há como ser feito”, disse Jeffrey Kargel, da Universidade do Arizona, à BBC, no período de publicação.
“Se você pensar em uma espessura de 200-300 metros, em alguns casos até de 400 metros – e se perdermos o gelo a uma taxa de um metro por ano, ou dois metros por ano, você não vai se livrar de 200 metros de gelo em meio século”, afirmou Kargel.
Fonte: BBC Brasil
Nota do Greenpeace sobre encontro de Brasil, China, Índia e África do Sul sobre clima
Encontro dos países do Basic em Nova Déli: pontos positivos e algumas dúvidas sobre o futuro
A declaração final do encontro de hoje em Nova Déli dos países que formam o Basic – Brasil, China, África do Sul e Índia – traz alguns pontos positivos, mas deixa no ar dúvidas sobre seu grau de comprometimento em buscar soluções ambiciosas para a crise climática que ameaça o futuro da humanidade.
A posição dos ministros do Basic de continuar a negociar um acordo global dentro do quadro da Convenção do Clima da ONU é bem-vinda. Entretanto, vale notar que a declaração não menciona que esse acordo deve ser legalmente obrigatório.
Do mesmo modo, é boa a intenção do grupo, explicitada durante a coletiva que aconteceu após o encontro, de apoiar a participação direta dos países mais pobres e mais vulneráveis ao aquecimento global nas negociações sobre o clima e de transferir para eles tecnologia para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Mas é preciso lembrar que, por enquanto, essa vontade se restringe a uma declaração de princípios. Portanto, é fundamental que no próximo encontro dos países do Basic na África do Sul, marcado para abril, o declaratório oficial se transforme em propostas concretas de ajuda aos países mais vulneráveis.
O encontro de Déli consolida o Basic como um grupo relevante nas negociações sobre o clima e, nesse sentido, o Greenpeace reitera aos seus governos que, junto com esse renovado poder na arena diplomática, vem maiores responsabilidades. Por essa razão, o Greenpeace espera que os países do Basic comecem a demonstrar maior capacidade de liderança, dirigindo as negociações pelo clima por um caminho mais ambicioso e com o objetivo de alcançar um acordo legalmente vinculante.
“O presidente Lula, na última Conferência do Clima, comprometeu o Brasil a fazer mais para controlar o aquecimento global. essa é a hora de ele mostrar realmente liderança e convencer seus parceiros no Basic a ajudar os países mais pobres a se adaptarem às mudanças climáticas”, afirma Sergio Leitão, diretor de Campanhas do Greenpeace.
Os países do Basic devem ainda aumentar a pressão sobre os países industrializados para reduzirem suas emissões e, ao mesmo tempo, serem mais ousados em suas próprias metas de redução para evitar a catástrofe da mudança climática.
Para mais informações:
Manoel Francisco Brito – 11-82452250
Cristina Amorim – 11-83610169
Sergio Leitão – 11-82726885
Uso de etanol para gerar energia elétrica reduz emissões poluentes na atmosfera
Juiz de Fora (MG) – O uso do etanol na geração de energia elétrica, cujo processo de conversão será inaugurado nesta terça-feira pela Petrobras na usina termelétrica de Juiz de Fora vai reduzir as emissões de gases na atmosfera. Essa foi uma das principais conclusões constatada durante o período de teste da unidade, que vem sendo realizado desde a manhã do último dia 31 de dezembro.
Segundo a Petrobras, a queima do etanol para geração de energia elétrica teve início às 10h25 do dia 31 de dezembro e os testes avaliam o desempenho da turbina consumindo etanol, a vida útil dos equipamentos e os níveis de emissões atmosféricas, como o óxido de nitrogênio, bem como a competitividade econômica desse novo combustível frente às demais fontes de geração termelétrica.
Na avaliação da estatal, nos primeiros dias de testes, o resultado tem se mostrado bastante satisfatório. Em 150 horas de geração de energia elétrica com etanol, entre os dias 31 de dezembro e 13 de janeiro, verificou-se redução de 30% na emissão de óxido de nitrogênio, comparando com as emissões do gás natural.
O Centro de Tecnologias do Gás Natural e Energias Renováveis (CTGAS-ER), parceria entre Petrobras e SENAI, montou uma estação de monitoramento na UTE Juiz de Fora para realizar a medição em tempo real das emissões de óxidos de nitrogênios, de óxidos de carbono e de óxidos de enxofre.
Ainda na avaliação da Petrobras, a geração de energia elétrica a partir do etanol abre, além de grandes oportunidades para o país com ganhos econômicos e energéticos, também ambientais.
“Além da segurança energética resultante da diversificação das fontes de geração, há ainda a criação de um novo segmento de mercado para o etanol no Brasil e no exterior, a redução dos níveis de emissões atmosféricas e a possibilidade de negociação de créditos de carbono no mercado internacional, por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), garante a estatal.
“Essa é mais uma iniciativa da Petrobras para diversificar as fontes de suprimento para geração de energia elétrica e estimular a produção de combustíveis renováveis, dando maior flexibilidade ao sistema elétrico brasileiro”, sustenta ainda a empresa.
Fonte: Agência Brasil
Desinfetantes podem tornar bactéria resistente a antibiótico, diz estudo
Usar desinfetantes faz com que um tipo de bactéria fique resistente a um antibiótico e ao próprio desinfetante, diz um estudo publicado na edição de janeiro da publicação científica Microbiology.
As revelações podem ter implicações importantes sobre a forma como é feito o combate das infecções hospitalares.
Os pesquisadores, da Universidade Nacional da Irlanda, em Galway, descobriram que quando se adiciona quantidades crescentes de desinfetantes a culturas da bactéria Pseudomonas aeruginosa, a bactéria gradualmente desenvolve a capacidade de se adaptar para sobreviver não apenas ao desinfetante, mas também ao antibiótico ciprofloxacina – mesmo sem ter sido exposta a ele.
O experimento demonstrou que as bactérias desenvolveram mecanismos que lhes permitiram expelir agentes como desinfetantes e antibióticos de si mesmas.
A bactéria adaptada também apresentou uma mutação no seu DNA que lhe permitiu resistir especificamente aos antibióticos do tipo ciprofloxacina.
Preocupação
A Pseudomonas aeruginosa é a bactéria que mais provavelmente infectará pessoas que já estão seriamente doentes.
Ela ataca particularmente aqueles com sistemas imunológicos debilitados, como portadores do vírus HIV, pacientes com câncer, diabéticos, pacientes com fibrose cística ou pessoas que sofreram queimaduras graves.
Para prevenir seu alastramento, as superfícies dos hospitais são tratadas com desinfetantes, mas se a bactéria consegue sobreviver e infecta pacientes, eles são tratados com antibióticos.
Bactérias capazes de sobreviver a ambos os desinfetantes e os antibióticos podem ser uma ameaça séria a pacientes de hospitais, alertou o estudo.
Nas altas concentrações em que os detergentes são normalmente aplicados, o surgimento dessas superbactérias é pouco provável, disse o autor do estudo, Gerard Fleming.
Mas “em princípio, resíduos de desinfetantes diluídos incorretamente e deixados nas superfícies em hospitais poderiam promover o crescimento de bactérias resistentes a antibióticos”, disse Fleming.
“O que é mais preocupante é que a bactéria parece ser capaz de se adaptar para resistir a antibióticos mesmo sem ter sido exposta a eles”.
Um número cada vez maior de estudos vem chamando a atenção para a relação entre o uso de desinfetantes e antissépticos e a resistência a antibióticos.
Uma pesquisa publicada neste ano mostrou que lenços umedecidos com desinfetantes usados para proteger pacientes contra a bactéria MRSA podem na verdade ajudar no alastramento do micróbio, porque a solução contida nos lenços é frequentemente insuficiente para matar todas as bactérias.
Além disso, funcionários de hospitais com frequência usam o mesmo lenço para limpar mais de uma superfície.
Fonte: BBC Brasil
As imagens da série Vida na Terra, da BBC
Fonte: http://gizmodo.com.br/conteudo/incriveis-imagens-da-serie-life-da-bbc
O vídeo vele assistir. O link foi enviado pelo Marcelo Alegria que achou no site GIZMONDO leia abaixo o que reproduzimos dele.
Life – A preview of the series. from Documentally on Vimeo.
O Giz US já falou sobre o impressionante documentário Life (uma sequência para o também impressionante Planet Earth) algumas vezes. Agora Mike Gunton, o produtor executivo do programa, fala um pouco mais sobre como eles conseguiram tornar a natureza tão incrível.
Neste vídeo, Gunton explica algumas das tecnologias de ponta que foram instrumentais para capturar a natureza de maneira tão impressionante. Além dos avanços de de fotografia em alta velocidade e baixa luminosidade, Gunton menciona o desenvolvimento do “Hiligimbal”, um suporte estabilizado para câmera que permite aos cinegrafistas filmarem animais a um quilômetro de distância, de dentro de um helicóptero, e ainda encher a tela com imagens detalhadas.
Sobre os avanças na fotografia macro, Gunton diz: “Houveram tantos avanços que você não se sente mais em um mundo de miniaturas. Por exemplo, quando você vê uma coluna de formigas marchando, a sensação é de estar em meio a uma manada de animais muito maiores em migração… Emocionalmente, isso faz com que você senta muito mais parte daquelas vidas.”
